Partilhando com Catequistas
Mistagogia
A etimologia da palavra
nos remete ao mistério, como destaca Mitra Diocesana de Osasco (2011, p. 73):
Catequese mistagógica.
A catequese mistagógica nos primeiros
séculos da igreja se desenvolvia depois
do Batismo para aprofundar e dar sentido aos sacramentos da
iniciação.
Durante esse período,
havia o aprofundamento no mistério mediante a meditação do evangelho, a
participação na eucaristia e no exercício da caridade. Hipólito observa que nesse período “se algo
deve ser lembrado ou reforçado aos que tiverem recebido o batismo, o bispo, o
fará em segredo” (Hipólito n. 59). Tinha-se por princípio que a explicação
prévia iria tirar do batizando a receptividade para o evento e,
consequentemente, a experiência do mistério. Era preciso vivê-los primeiro; a explicação vinha depois. É o que nos
confirma São Cirilo de Jerusalém:
Desde
há muito tempo desejava falar-vos, filhos legítimos e muitos amados da Igreja,
sobre estes espirituais e celestes mistérios. Mas como sei bem que a vista é
mais fiel que o ouvido, esperei a ocasião presente, para encontrar-vos, depois
desta grande noite, mais preparados para compreender o que se vos fala e
levar-vos pelas mãos ao prado luminoso e fragrante deste paraíso(Cirilo De
Jerusalém, n.1).
O Papa Bento XVI na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis n.64
orienta que a catequese mistagógica mais
que informar “deverá despertar e
educar a sensibilidade dos fiéis para a linguagem dos sinais e dos gestos que,
unidos à palavra, constitui o rito”. É necessário vivenciar e fazer a
experiência do que se celebra e para isso a mistagogia exerce seu papel
direcionando o olhar do recém-batizado para o sagrado.
A Exortação Apostólica Sacramentun Caritatis indica o itinerário mistagógico com a presença de três elementos para a educação a sensibilidade aos sinais e dos gestos:
a) Trata-se, primeiramente, da interpretação dos ritos à luz dos acontecimentos salvíficos, em conformidade com a tradição viva da Igreja; (...).
b)
Além
disso, a catequese mistagógica há de preocupar-se por introduzir no sentido dos
sinais contidos nos ritos; esta tarefa é particularmente urgente
numa época acentuadamente tecnológica como a atual, que corre o risco de perder
a capacidade de perceber os sinais e os
símbolos (...).
c) Enfim, a catequese mistagógica deve preocupar-se por
mostrar o significado dos ritos para a vida cristã em todas as suas dimensões: trabalho e
compromisso, pensamentos e afetos, atividade e repouso. (...).
(EASC
n. 64)
. “O fruto maduro da mistagogia é a consciência de que a própria vida vai
sendo progressivamente transformados pelos sagrados mistérios celebrados”
(Exortação Apostólica n. 64), assim à conversão pessoal vai ocorrendo e
sendo observada na sua mudança comportamental e testemunhal, dando o devido
valor aos símbolos da fé e ao sagrado.
Salve Maria!!!
REFERÊNCIAS:
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Iniciação à vida Cristã: um
processo de inspiração catecumenal. 3 ed. São Paulo: Paulus, 2010.Estudo da
CNBB, 97
CATEQUESE CATOLICA: Igreja na Idade Média. Disponível em:
<http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/juberto/02.htm>. Acesso em 20 de Jul
de 2011.
DIOCESE DE OSASCO. Querigma e Mistagogia: Caminhos à iniciação Cristã. 1
ed. São Paulo: Paulus, 2011.
MOVIMENTO LITÚRGICO. Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium
Sobre a Sagrada Liturgia. Disponível em:
%20Conciliar%20Sacrosanctum%20Concilium.pdf>. Acesso em 29 de agosto de
2011.
PADRES DO DESERTO: Catequeses Mistagógica: São Cirilo de Jerusalém:
Disponível em: <http://www.padresdodeserto.net/catequese.htm>. Acesso em 28 de
Jan de 2012.

Muito bom continue postando vou sempre acompanhar todas as postagens!!!!
ResponderExcluirValeu, deixe tambémm sua contribuição queremos construir juntos o conhecimento para melhor cumprir nossa missão, com as benção de Maria,
ExcluirOrbrigado Carlos